{"id":47258,"date":"2015-01-22T06:55:21","date_gmt":"2015-01-22T11:55:21","guid":{"rendered":"https:\/\/selasite.azurewebsites.net\/mais-um-ano-de-crescimento-abaixo-da-media-america-latina-e-caribe-em-2015\/"},"modified":"2015-01-22T06:55:21","modified_gmt":"2015-01-22T11:55:21","slug":"mais-um-ano-de-crescimento-abaixo-da-media-america-latina-e-caribe-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/mais-um-ano-de-crescimento-abaixo-da-media-america-latina-e-caribe-em-2015\/","title":{"rendered":"(Mais) um ano de crescimento abaixo da m\u00e9dia: Am\u00e9rica Latina e Caribe em 2015"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 22 de Janeiro de 2015.- A virada do ano costuma trazer uma nova dose de otimismo. No entanto, boa parte da Am\u00e9rica Latina e do Caribe hoje se v\u00ea preocupada, pois 2015 come\u00e7a com mais uma redu\u00e7\u00e3o das expectativas de crescimento. A proje\u00e7\u00e3o do crescimento regional \u00e9 de apenas 1,25%, aproximadamente a mesma baixa taxa de 2014 e quase um ponto percentual abaixo de nossa previs\u00e3o anterior. A dif\u00edcil conjuntura externa \u00e9 um peso consider\u00e1vel para muitos pa\u00edses. Ainda assim, n\u00e3o \u00e9 tarde demais para algumas resolu\u00e7\u00f5es de o ano novo com o objetivo de enfrentar as debilidades internas e melhorar as perspectivas de crescimento.<\/p>\n<p\/>    Quem ganha e quem perde com a queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo<\/p>\n<p\/>    Os pre\u00e7os das commodities continuaram a recuar devido ao enfraquecimento inesperado da demanda em v\u00e1rias das principais economias, como a China. O caso mais not\u00f3rio ultimamente tem sido o do petr\u00f3leo, no qual o aumento da oferta tamb\u00e9m contribuiu de forma importante para a diminui\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p\/>    Nesse contexto, reduzimos novamente nossa previs\u00e3o para o crescimento mundial em 2015 [link to WEO Update], q ue agora est\u00e1 em apenas 3,5%. As perspectivas de crescimento nos Estados Unidos melhoraram, mas debilidades na zona do euro, China e Jap\u00e3o est\u00e3o prejudicando a atividade mundial.<\/p>\n<p\/>    Em termos gerais, a queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo deve ser neutra para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe em seu conjunto, mas com efeitos bem diferentes em cada um dos pa\u00edses.<\/p>\n<p\/>    &#8211; A economia da Venezuela ser\u00e1 a mais afetada por essa queda, e a previs\u00e3o atual \u00e9 de que sofra uma contra\u00e7\u00e3o de 7% em 2015. De fato, a cada redu\u00e7\u00e3o de 10 d\u00f3lares no pre\u00e7o do petr\u00f3leo, a balan\u00e7a comercial da Venezuela se deteriora em 3,5% do PIB, um impacto consideravelmente maior do que o enfrentado por qualquer outro pa\u00eds da regi\u00e3o. A perda de receitas de exporta\u00e7\u00e3o acentua os problemas fiscais e a recess\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p\/>    &#8211; Em um n\u00edvel mais moderado, a queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo tamb\u00e9m est\u00e1 afetando as perspectivas de crescimento na Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia e Equador. Nesses tr\u00eas pa\u00edses, os resultados fiscais sofrer\u00e3o com a queda da receita do petr\u00f3leo, mas as posi\u00e7\u00f5es iniciais s\u00e3o s\u00f3lidas o bastante para fazer face ao impacto. O M\u00e9xico, por sua vez, tem cobertura financeira para proteger sua receita de petr\u00f3leo em 2015. Al\u00e9m disso, como o setor de petr\u00f3leo desempenha um papel relativamente modesto na economia mexicana, o impacto total \u00e9 limitado.<\/p>\n<p\/>    &#8211; No geral, o restante da regi\u00e3o deve se beneficiar do petr\u00f3leo a pre\u00e7os mais baixos. Os principais benefici\u00e1rios s\u00e3o os pa\u00edses que gastam muito com a importa\u00e7\u00e3o do produto, sobretudo na Am\u00e9rica Central e no Caribe. Entretanto, \u00e9 preciso cautela, pois v\u00e1rios desses pa\u00edses v\u00eam se beneficiando de subs\u00eddios na compra do petr\u00f3leo da Venezuela no \u00e2mbito do acordo Petrocaribe. Com as crescentes tens\u00f5es econ\u00f4micas sobre a Venezuela, o apoio a esse acordo come\u00e7ou a diminuir. Para a maioria dos pa\u00edses que participam do acordo, a queda dos pre\u00e7os de mercado do petr\u00f3leo deve superar uma poss\u00edvel perda de financiamento em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis proveniente da Venezuela, embora alguns pa\u00edses possam enfrentar press\u00f5es de curto prazo sobre o fluxo de caixa no setor p\u00fablico.   A mais longo prazo, a persistente debilidade dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo tamb\u00e9m limitar\u00e1 o potencial de desenvolvimento dos recursos hidrocarbonetos ainda por explorar em pa\u00edses como Argentina, Brasil e M\u00e9xico.<\/p>\n<p\/>    Perspectivas mais fracas na Am\u00e9rica do Sul<\/p>\n<p\/>    Mesmo que, de modo geral, a queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo n\u00e3o altere de forma significativa o panorama regional no curto prazo, a hist\u00f3ria n\u00e3o termina aqui. A Am\u00e9rica do Sul, em especial, est\u00e1 enfrentando fortes ventos contr\u00e1rios em raz\u00e3o do decepcionante crescimento da economia mundial e do continuado recuo nos pre\u00e7os dos metais e das commodities agr\u00edcolas. Ao mesmo tempo, pouco se beneficia da recupera\u00e7\u00e3o mais vigorosa nos Estados Unidos. Em consequ\u00eancia, as exporta\u00e7\u00f5es agora devem crescer apenas 1% em m\u00e9dia neste ano.<\/p>\n<p\/>    Os desafios econ\u00f4micos enfrentados pela Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o ainda mais patentes no caso do investimento, que vem desacelerando a cada ano desde 2010 e tem previs\u00e3o de recuo em 2015. Al\u00e9m do impacto da deteriora\u00e7\u00e3o da conjuntura externa, uma s\u00e9rie de fatores internos tamb\u00e9m s\u00e3o importantes:<\/p>\n<p\/>    &#8211; Um dos principais exemplos \u00e9 o Brasil, onde a confian\u00e7a do setor privado vem se mantendo persistentemente fraca mesmo ap\u00f3s as incertezas relacionadas \u00e0 elei\u00e7\u00e3o haverem se dissipado. A atividade econ\u00f4mica continua an\u00eamica, e o produto deve crescer apenas 0,3% neste ano. No lado positivo, o compromisso renovado das autoridades de conter o d\u00e9ficit fiscal e reduzir a infla\u00e7\u00e3o deve ajudar a refor\u00e7ar a confian\u00e7a no quadro de pol\u00edticas macroecon\u00f4micas do pa\u00eds.<\/p>\n<p\/>    &#8211; As expectativas de crescimento no Chile e no Peru j\u00e1 s\u00e3o mais favor\u00e1veis, mas tamb\u00e9m foram reduzidas desde outubro. No Chile, a incerteza acerca do impacto das reformas parece estar afetando o investimento. No caso do Peru, o enfraquecimento das exporta\u00e7\u00f5es e do investimento acarretou recentemente uma forte desacelera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m medidas contundentes de pol\u00edtica econ\u00f4mica e novas opera\u00e7\u00f5es no setor da minera\u00e7\u00e3o favorecem uma retomada significativa da atividade neste ano.<\/p>\n<p\/>    &#8211; Apesar da modera\u00e7\u00e3o das press\u00f5es sobre o c\u00e2mbio e de um resultado melhor do que o esperado em termos de crescimento em 2014, a Argentina continua a enfrentar grandes desequil\u00edbrios macroecon\u00f4micos. De acordo com nossas previs\u00f5es, a economia deve contrair-se em 2015.<\/p>\n<p\/>    Condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis ao Norte<\/p>\n<p\/>    O M\u00e9xico, por sua vez, deve crescer 3,2% neste ano segundo nossas proje\u00e7\u00f5es, um progn\u00f3stico s\u00f3lido, embora inferior ao previsto anteriormente, uma vez que a persistente fraqueza da demanda interna neutraliza os efeitos positivos do forte crescimento nos Estados Unidos.<\/p>\n<p\/>    Do lado positivo, as perspectivas para a Am\u00e9rica Central melhoraram em consequ\u00eancia da queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e da forte retomada da economia americana. As remessas cresceram 9% nos tr\u00eas primeiros trimestres de 2014 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior e, junto com o aumento do dinamismo das exporta\u00e7\u00f5es, continuar\u00e3o a sustentar a atividade interna. De maneira an\u00e1loga, as economias do Caribe que dependem do turismo come\u00e7aram a observar a t\u00e3o esperada recupera\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p\/>    Passando para as pol\u00edticas<\/p>\n<p\/>    A queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo aliviar\u00e1 as vulnerabilidades externas e fiscais em alguns pa\u00edses. Al\u00e9m disso, oferece uma grande oportunidade para reduzir gradativamente os subs\u00eddios caros e mal direcionados que s\u00e3o t\u00e3o comuns na regi\u00e3o.<\/p>\n<p\/>    Ao mesmo tempo, em boa parte da Am\u00e9rica do Sul o recuo geral dos pre\u00e7os das commodities aumentou ainda mais os d\u00e9ficits da conta corrente. Taxas de c\u00e2mbio flex\u00edveis podem ajudar a amortecer esse choque externo. No entanto, a pol\u00edtica fiscal tamb\u00e9m precisar\u00e1 ser adaptada \u00e0 nova realidade em que as previs\u00f5es anteriores para as receitas das commodities e o crescimento do produto j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o realistas.<\/p>\n<p\/>    Al\u00e9m desses ajustes, o dif\u00edcil panorama atual refor\u00e7a a necessidade urgente de empreender as reformas do lado da oferta destacadas em nossos recentes relat\u00f3rios sobre as perspectivas econ\u00f4micas regionais. Para melhorar as perspectivas de crescimento e manter a redu\u00e7\u00e3o da pobreza em um contexto externo mais dif\u00edcil, ser\u00e3o necess\u00e1rios esfor\u00e7os determinados para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios, elevar a produtividade e aumentar a poupan\u00e7a e o investimento. Ainda n\u00e3o \u00e9 tarde demais para fazer resolu\u00e7\u00f5es de ano novo.<\/p>\n<p\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Mais) um ano de crescimento abaixo da m\u00e9dia: Am\u00e9rica Latina e Caribe em 2015<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-47258","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletines-regionales"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47258"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47258\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}