{"id":47386,"date":"2015-05-20T06:33:22","date_gmt":"2015-05-20T11:33:22","guid":{"rendered":"https:\/\/selasite.azurewebsites.net\/o-desafio-comercial-para-a-america-latina-e-o-caribe\/"},"modified":"2015-05-20T06:33:22","modified_gmt":"2015-05-20T11:33:22","slug":"o-desafio-comercial-para-a-america-latina-e-o-caribe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/o-desafio-comercial-para-a-america-latina-e-o-caribe\/","title":{"rendered":"O desafio comercial para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe"},"content":{"rendered":"<p>Lima, 20 de mayo de 2015.- Nos anos 1980, os la\u00e7os comerciais da Am\u00e9rica Latina e do Caribe eram muito semelhantes aos do Leste Asi\u00e1tico, estreitos e concentrados em um \u00fanico e importante participante, localizado ao norte das respectivas regi\u00f5es: Estados Unidos e Jap\u00e3o. Atualmente, a rede comercial no Leste Asi\u00e1tico \u00e9 muito mais densa e produtiva, entrecruzando-se por seus pa\u00edses e se estendendo em dire\u00e7\u00e3o ao norte. Por outro lado, na Am\u00e9rica Latina essa rede se mant\u00e9m estreita e dominada pelos Estados Unidos, seguido em um segundo lugar muito distante pelo Brasil.<\/p>\n<p\/>    O principal estudo mais recente sobre a regi\u00e3o elaborado pelo Banco Mundial, \u201cA Am\u00e9rica Latina e o Sul emergente: o mundo em muta\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o de prioridades\u201d, lan\u00e7ado em Lima, apresenta uma an\u00e1lise em profundidade das conex\u00f5es globais da regi\u00e3o nas \u00e1reas de com\u00e9rcio e finan\u00e7as, al\u00e9m de uma avalia\u00e7\u00e3o moderada de suas promessas e tentativas.<\/p>\n<p\/>    O panorama econ\u00f4mico global passou por mudan\u00e7as tect\u00f4nicas que deixaram para tr\u00e1s a antiga hierarquia norte-sul. Nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, o Produto Interno Bruto (PIB) do sul duplicou para cerca de 40% do total mundial, a parcela do com\u00e9rcio global do sul tamb\u00e9m duplicou para 51% e a sua participa\u00e7\u00e3o nas entradas de capital internacional quase triplicou, subindo para 50%. No per\u00edodo de uma d\u00e9cada, a expectativa \u00e9 de que a contribui\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em desenvolvimento para o PIB global ser\u00e1 mais elevada (55%) que a do norte.<\/p>\n<p\/>    \u201cA ascens\u00e3o do sul deixou uma marca not\u00e1vel na economia mundial. No entanto, esse impacto inquestion\u00e1vel encobre importantes disparidades entre os pa\u00edses do sul\u201d, afirmou Augusto de la Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a regi\u00e3o. \u201cA diferen\u00e7a entre a riqueza das conex\u00f5es da \u00c1sia, comparada \u00e0s da Am\u00e9rica Latina, sugere que a nossa regi\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 se beneficiando do ciclo virtuoso criado pela maior integra\u00e7\u00e3o com os nossos vizinhos e com o mundo\u201d.<\/p>\n<p\/>    O relat\u00f3rio mostra, por exemplo, que entre 2000 e 2012, a parcela do sul nas exporta\u00e7\u00f5es globais de manufaturados aumentou de 32% para 48%, mas a maior parte dessa eleva\u00e7\u00e3o se deveu \u00e0 China. De fato, a participa\u00e7\u00e3o da China aumentou mais de 10 pontos percentuais enquanto a contribui\u00e7\u00e3o dos outros 20 maiores exportadores de manufaturados do sul \u2013 que inclui o Brasil e o Chile \u2013 cresceu apenas 8 pontos percentuais. Al\u00e9m disso, em alguns pa\u00edses da regi\u00e3o, entre os quais o M\u00e9xico, essa taxa, na verdade, diminuiu.<\/p>\n<p\/>    Tamb\u00e9m significativo \u00e9 o fato de que os pa\u00edses do Leste Asi\u00e1tico participaram muito mais ativamente das redes de produ\u00e7\u00e3o transnacionais, chamadas de Cadeias Globais de Valor (CGV), do que a maioria dos pa\u00edses latino-americanos. Na realidade, o relat\u00f3rio conclui que os pa\u00edses latino-americanos tendem a se integrar \u00e0s CGV apenas no in\u00edcio do processo produtivo \u2013 como exportadores de mat\u00e9rias-primas \u2013 ou no final \u2013 como fabricantes de produtos finais \u2013 mas n\u00e3o no meio, um \u201cponto \u00f3timo\u201d que proporciona o maior potencial de avan\u00e7o no crescimento.<\/p>\n<p\/>    \u201cA for\u00e7a inicial da emerg\u00eancia global do sul \u2013 e em particular do s\u00fabito progresso das commodities determinado pela China \u2013 proporcionou um imenso avan\u00e7o social e econ\u00f4mico para a Am\u00e9rica Latina. Hoje, contudo, \u00e0 medida que essa for\u00e7a se dissipa, torna-se mais urgente para os pa\u00edses latino-americanos participar melhor desta paisagem transformada\u201d, salientou De la Torre. \u201cO que aprendemos at\u00e9 aqui \u00e9 que n\u00e3o basta a exist\u00eancia do com\u00e9rcio global ou receber investimento direto estrangeiro. \u00c9 preciso fazer mais para poder aproveitar plenamente esse com\u00e9rcio e os investimentos\u201d.<\/p>\n<p\/>    Mais precisamente, a Am\u00e9rica Latina e o Caribe necessitam encontrar formas de aperfei\u00e7oar o seu capital humano e f\u00edsico, assim como a sua capacidade tecnol\u00f3gica e o ambiente de neg\u00f3cios. Nesse sentido, o relat\u00f3rio indica tr\u00eas \u00e1reas a serem analisadas pelos formuladores de pol\u00edticas neste ambiente global transformado que demanda uma revis\u00e3o das prioridades:<\/p>\n<p\/>    &#8211; Promover flexibilidade econ\u00f4mica nas realoca\u00e7\u00f5es da m\u00e3o de obra e do capital, para permitir que as economias latino-americanas respondam \u00e0s mudan\u00e7as globais, para que o trabalho e o capital possam encontrar o seu caminho em dire\u00e7\u00e3o a formas de uso mais produtivas.<\/p>\n<p\/>    &#8211; Aprender por meio do com\u00e9cio e do investimento internacional, para que a regi\u00e3o n\u00e3o subutilize as suas conex\u00f5es comerciais e financeiras transfronteiri\u00e7as com seus vizinhos e outros parceiros.<\/p>\n<p\/>    &#8211; Aumentar as taxas de poupan\u00e7a para ajudar a aperfei\u00e7oar a diversifica\u00e7\u00e3o comercial, reduzindo a supervaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, que torna as exporta\u00e7\u00f5es menos competitivas.<\/p>\n<p\/>    O relat\u00f3rio conclui que todas essas reformas essenciais necessitar\u00e3o de uma lideran\u00e7a pol\u00edtica h\u00e1bil. No entanto, o estudo sugere que essa mudan\u00e7a irrevers\u00edvel na economia global constitui uma oportunidade \u00fanica para que a Am\u00e9rica Latina possa desencadear o seu potencial de crescimento de forma permanente e definitiva.<\/p>\n<p\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desafio comercial para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-47386","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletines-regionales"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47386","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47386"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47386\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rmtsolutions.net\/sela\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}